19-01-2015

A embolização

 
A embolização de fibromiomas uterinos (EFU) é um procedimento médico que surgiu no início dos anos 90 por equipas de ginecologistas e de radiologistas.
O princípio da embolização é privar os fibromiomas de fluxo sanguíneo injectando microesferas sintéticas nas artérias do útero. 
 
 
No que consiste uma EFU ?

Antes da intervenção
Ao decidir-se pela embolização, reune-se uma equipa composta pelo radiologista de intervenção, ginecologista e anestesista.
O ginecologista estabelece un protocolo médico com o apoio das informações obtidas através dos exames de imagiologia (ecografias, Ressonancia Magnética) ; o radiologista de intervenção assegura-se da ausência de contra indicações e planifica a embolização ; o anestesista define o protocolo farmacológico associado (analgésicos, …).
Organiza-se depois um encontro com o radiologista de intervenção para se explicar como vai decorrer a embolização e responder ás questões que a paciente possa colocar.
 
O processo de embolização
O procedimento é efectuado sob anestesia local por um radiologista de intervenção. Toda a intervenção é realizada sob controlo visual radiológico.
O radiologista de intervenção começa por realizar uma pequena abertura ao nível da virilha de forma a puncionar a artéria femoral.
Assim que o cateter (pequeno tubo com cerca de 1mm de diâmetro) está colocado, o radiologista injecta microesferas com 500 a 1 000 microns de diâmetro.
Junto com a corrente sanguínea, os fibromiomas aspiram as esferas que seguem para os seus canais e impedem que o tumor receba oxigénio e nutrientes.
Uma vez terminada a embolização, retira-se cuidadosamente o cateter. Com a ajuda dos dedos, o radiologista de inetrvenção faz pressão durante alguns minutos sobre o local da punção a fim de parar a hemorragia. Encerra o orifício na virilha por meio de um dispositivo especialmente concebido para este efeito.


Após o procedimento
A embolização dos fibromiomas uterinos apenas necessitam de uma permanência hospitalar de cerca de 24 a 48 horas. Será necessário aguardar cerca de 10 dias até poder retomar a sua actividade normal.
Logo após o procedimento, a maioria das pacientes tem caimbras abdominais semelhantes a quando está menstruada. O médico pode receitar medicamentos a fim de minimizar a dor.
No decurso da convalescença, poderão ocorrer periodos de febre ligeira e uma sensação de cansaço. Os sintomas assemelham-se aos de uma gripe e podem durar de algumas horas a alguns dias.
Já no seguimento, são agendadas várias consultas de controle com o radiologista de intervenção. Normalmente ocorrem uma semana e três meses depois da embolização.
 
 

A embolização : em que casos ?
 

A embolização é um método que tem conhecido uma grande evolução nos últimos dez anos. Recebeu validação por  parte do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas como uma alternativa não cirúrgica para mulheres que querem conservar o seu útero. ( Practice Bulletin n° 96 - Julho 2008)

Esta técnica beneficia ainda de um consenso de recomendação em mulheres que tenham mais de 3 ou 4 fibromiomas (polimiomatoses) uma vez que permite evitar uma polimiomectomia extensa.

A embolização é também uma alternativa aconselhada a pacientes que já tenham passado por uma miomiectomia e que sofreram uma recidiva dos sintomas associados aos fibromiomas.

Muitos estudos científicos já demonstraram que as mulheres que se submeteram a uma embolização puderam depois engravidar e dar á luz em condições perfeitamente normais (fonte Biosphere Med).

Cada vez mais mulheres optam pela embolização uma vez que é um procedimento pouco invasivo, rapido, eficaz e duradouro.

 

Outros tratamentos não-cirúrgicos:

- Tratamento farmacológico
Técnica de Ultrassons

 

As informações fornecidas em www.fibromioma-uterino.pt destinam-se a melhorar, não a substituir, a relação directa entre o paciente (ou visitante do site) e os profissionais de saúde.