09-12-2014

Quem afecta ?

 
Os fibromiomas uterinos são a patologia mais comum do sistema reprodutor feminino. Todas as mulheres são susceptíveis de desenvolver este tipo de tumor.

Afecta 30 % das mulheres com mais de 35 anos (fonte SFICV)

Na maioria dos casos, os fibromiomas aumentam na fase de prémenopausa, devido ao aumento do nível de estrogénio. Atingida a menopausa, os valores de estrogénio baixam e os tumores diminuem.
Por esta razão, a maioria das mulheres são diagnosticadas e tratadas entre os 35 e  os 54 anos. Contudo, a maioria dos médicos estimam que os fibromiomas podem aparecer aos 20 anos.

As mulheres de origem africana são as mais afectadas

Vários estudos europeus e americanos revelaram que os fibromiomas uterinos afectam mais frequantemente as mulheres de origem africana e, em proporção inversa, afecta muito menos as de origem asiática.

O factor hereditário

Um estudo de 1995 do Centre de Obstetrícia de Moscovo («Predisposição Familar a leiomiomas uterinos») reportou igualmente a importância do factor hereditário.
Os fibromiomas seriam 2,2 vezes mais frequentes quando na presença de mulheres com 2 ou mais fibromiomas na família mais directa. O risco seria de 1,94 para as irmãs e de 2,12 para as filhas. Mais frequentemente, os estudos levam a pensar que o surgimento de fibromiomas é nada mais que o resultado de um alinhamento de factores genéticos, hormonais e ambientais.
 
Os médicos estão aptos para fazer o diagnóstico

Sendo uma patologia comum, os médicos de clínica geral e os ginecologistas estão perfeitamente aptos a diagnosticar os fibromiomas uterinos.
É, na maioria das vezes, no decurso de uma consulta de rotina (palpação abdominal, exames pélvicos…) que se vem a descobrir a sua presença.

Em caso de suspeita, o médico ou o ginecologista realiza uma ecografia. É este o exame de primeira intenção para confirmar a presença de  fibromiomas.
Uma ressonância magnética realiza-se depois para saber o tipo, a localização e o tamanho dos fibromiomas.

Em função dos resultados, da idade, das eventuais patologias e das intenções da paciente (vontade de conservar o seu útero, desejo de engravidar…), o ginecologista informará sobre as diversas formas de intervir.

 

Por fim, caberá à paciente, uma vez devidamente informada,  tomar a decisão.

As informações fornecidas em www.fibromioma-uterino.pt destinam-se a melhorar, não a substituir, a relação directa entre o paciente (ou visitante do site) e os profissionais de saúde.